O projeto que reajusta em 7,72% os benefícios do INSS acima de um salário mínimo e que acaba com o fator previdenciário para novas aposentadorias deverá ser enviado apenas na semana que vem ao Palácio do Planalto. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não recebe o projeto, o clima de pressão aumenta.
Lula tem até o fim da próxima semana para decidir. Em caso de veto, precisa encaminhar nova medida provisória propondo aumento às pensões ou optar por não conceder reajuste a aposentados que ganham mais de um mínimo.
Ontem, os ministros da área econômica voltaram a defender o veto do aumento dos benefícios e do fim do fator previdenciário.
– O compromisso do presidente com as centrais sindicais e com as lideranças políticas foi de (um aumento) 6,14%. Se tivermos condições de manter esse compromisso, vamos fazer – disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o veto seria positivo para “manter a solidez orçamentária” .
Na semana passada, o plenário do Senado aprovou o índice de reajuste, retroativo a 1º de janeiro, e o fim do fator previdenciário contra a vontade do governo. As medidas já haviam sido aprovadas na Câmara.
A oposição espera apenas pelo veto do fim do fator previdenciário, dado como certo, para fustigar Lula. Além de pressionar pela convocação de uma sessão do Congresso, onde o veto poderia ser derrubado, mesmo que isso seja difícil, oposicionistas esperam desgastar o presidente com o discurso de que a manutenção do mecanismo prejudica os trabalhadores, mesmo que tenha sido criado em 1999 no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
– Se ele vetar, terá problemas com a oposição e com a própria base de apoio do governo – avaliou o líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC).
Fonte: Jornal Zero Hora - pág. 14 - 25/05/2010
ZH - 25.05.2010: Ministros recomendam veto a reajuste de 7,72%
O projeto que reajusta em 7,72% os benefícios do INSS acima de um salário mínimo e que acaba com o fator previdenciário para novas aposentadorias deverá ser enviado apenas na semana que vem ao Palácio do Planalto. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não recebe o projeto, o clima de pressão aumenta. Lula tem até o fim da próxima semana para decidir. Em caso de veto, precisa encaminhar nova medida provisória propondo aumento às pensões ou optar por não conceder reajuste a aposentados que ganham mais de um mínimo. Ontem, os ministros da área econômica voltaram a defender o veto do aumento dos benefícios e do fim do fator previdenciário. – O compromisso do presidente com as centrais sindicais e com as lideranças políticas foi de (um aumento) 6,14%. Se tivermos condições de manter esse compromisso, vamos fazer – disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o veto seria positivo para “manter a solidez orçamentária” . Na semana passada, o plenário do Senado aprovou o índice de reajuste, retroativo a 1º de janeiro, e o fim do fator previdenciário contra a vontade do governo. As medidas já haviam sido aprovadas na Câmara. A oposição espera apenas pelo veto do fim do fator previdenciário, dado como certo, para fustigar Lula. Além de pressionar pela convocação de uma sessão do Congresso, onde o veto poderia ser derrubado, mesmo que isso seja difícil, oposicionistas esperam desgastar o presidente com o discurso de que a manutenção do mecanismo prejudica os trabalhadores, mesmo que tenha sido criado em 1999 no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). – Se ele vetar, terá problemas com a oposição e com a própria base de apoio do governo – avaliou o líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC). Fonte: Jornal Zero Hora - pág. 14 - 25/05/2010