12 de maio de 2010 | N° 16333
PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA
Cama de gato para o Piratini
Apesar de terem se comprometido pela manhã com o Piratini de que iriam manter o veto da governadora Yeda Crusius sobre o projeto que garante gratificação de R$ 1.306 para cerca de 1,8 mil técnicos científicos, deputados da base aliada pregaram ontem uma peça no governo. Ajudaram a oposição a derrubar o veto, por 28 votos a favor e oito contra, e criaram um problema para o próximo governador que pode custar até R$ 150 milhões por ano, segundo cálculos de técnicos do Planejamento.
– É um divisor de águas. Hoje (ontem) ficamos sabendo quem realmente está conosco e quem não está – reclamou o chefe da Casa Civil, Bercilio Silva.
Governo vai à Justiça
Único deputado a subir na tribuna para defender a manutenção do veto do Piratini, o líder do governo, Adilson Troca (PSDB), admitiu ao final da votação que, em período eleitoral, não existe base aliada.
– Neste momento político, ninguém vota nada contra – resignou-se.
O chefe da Casa Civil, Bercilio Silva, garante que o governo, por meio da Procuradoria Geral do Estado, tentará derrubar o reajuste na Justiça, alegando vício de origem.
!
Ninguém ousaria dizer que a gratificação para os técnicos é injusta: o problema é a forma como foi aprovada.
AGRADO ÀS GALERIAS
Com as galerias da Assembleia lotadas por técnicos-científicos, a oposição não teve de fazer muito esforço para angariar os 28 votos necessários para derrubar o veto da governadora Yeda Crusius sobre o projeto que faz um agrado à categoria em ano eleitoral. Autor da proposta, o deputado Adroaldo Loureiro (PDT) era só sorrisos na tarde de ontem no plenário. Afinal, ele mesmo, em março, admitia que dificilmente a gratificação seria paga, na medida em que havia sido apresentada por um parlamentar, e não pelo Executivo.
– A emenda busca diminuir a discriminação em relação às demais carreiras de nível superior do Estado – discursou Loureiro, saudado como ídolo dos técnicos-científicos.
O PT, que na votação da emenda se absteve por conta do vício de origem, ontem apegou-se ao fato de o Piratini não ter questionado a constitucionalidade da proposta e votou a favor do aumento.
Fonte: Zero Hora - 12/05/2010
ZH - 12.05.2010 - Rosane de Oliveira: Cama de gato para o Piratini
12 de maio de 2010 | N° 16333 PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA Cama de gato para o Piratini Apesar de terem se comprometido pela manhã com o Piratini de que iriam manter o veto da governadora Yeda Crusius sobre o projeto que garante gratificação de R$ 1.306 para cerca de 1,8 mil técnicos científicos, deputados da base aliada pregaram ontem uma peça no governo. Ajudaram a oposição a derrubar o veto, por 28 votos a favor e oito contra, e criaram um problema para o próximo governador que pode custar até R$ 150 milhões por ano, segundo cálculos de técnicos do Planejamento. – É um divisor de águas. Hoje (ontem) ficamos sabendo quem realmente está conosco e quem não está – reclamou o chefe da Casa Civil, Bercilio Silva. Governo vai à Justiça Único deputado a subir na tribuna para defender a manutenção do veto do Piratini, o líder do governo, Adilson Troca (PSDB), admitiu ao final da votação que, em período eleitoral, não existe base aliada. – Neste momento político, ninguém vota nada contra – resignou-se. O chefe da Casa Civil, Bercilio Silva, garante que o governo, por meio da Procuradoria Geral do Estado, tentará derrubar o reajuste na Justiça, alegando vício de origem. ! Ninguém ousaria dizer que a gratificação para os técnicos é injusta: o problema é a forma como foi aprovada. AGRADO ÀS GALERIAS Com as galerias da Assembleia lotadas por técnicos-científicos, a oposição não teve de fazer muito esforço para angariar os 28 votos necessários para derrubar o veto da governadora Yeda Crusius sobre o projeto que faz um agrado à categoria em ano eleitoral. Autor da proposta, o deputado Adroaldo Loureiro (PDT) era só sorrisos na tarde de ontem no plenário. Afinal, ele mesmo, em março, admitia que dificilmente a gratificação seria paga, na medida em que havia sido apresentada por um parlamentar, e não pelo Executivo. – A emenda busca diminuir a discriminação em relação às demais carreiras de nível superior do Estado – discursou Loureiro, saudado como ídolo dos técnicos-científicos. O PT, que na votação da emenda se absteve por conta do vício de origem, ontem apegou-se ao fato de o Piratini não ter questionado a constitucionalidade da proposta e votou a favor do aumento. Fonte: Zero Hora - 12/05/2010