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ZH - 07.05.2010: Previdência no brete

07 de maio de 2010 | N° 16328 BRASÍLIA | Carolina Bahia Previdência no brete Se tiver coragem política, o presidente Lula assume o ônus e veta o aumento dos aposentados e o fim do fator previdenciário. As centrais sindicais vão chiar, a categoria também e os eleitores, nem se fala. Surpreendida pela infidelidade elevada à décima potência – inclusive do PT –, a equipe econômica não acreditava no fim do fator, criado para evitar aposentadorias precoces. Acabar com essa ferramenta pode resultar em um rombo de R$ 12 bilhões nos próximos três anos. A previsão é inicial, porque os técnicos estão revendo todos os números. A esperança de contornar o quadro no Senado é nula. O pior da farsa é que aliados e oposição votam para agradar aos aposentados, mas apostam no veto ou em uma reforma da Previdência no próximo mandato. Para o Planalto, derrubar as medidas pode ser sinônimo de desgaste, mas também um sinal de que o oba-oba com as contas públicas tem limites. Bate e assopra Uma das saídas apresentadas ao Planalto é a seguinte: o presidente Lula aprova o aumento de 7,7% para os aposentados, mas veta o fim do fator previdenciário, encaminhando um projeto de lei como alternativa ao Congresso. Afinal, o efeito do reajuste é imediato, pois representa dinheiro no bolso de quem já parou de trabalhar Fonte: Zero Hora - 07/05/2010
07 de maio de 2010 | N° 16328

BRASÍLIA | Carolina Bahia

Previdência no brete

Se tiver coragem política, o presidente Lula assume o ônus e veta o aumento dos aposentados e o fim do fator previdenciário. As centrais sindicais vão chiar, a categoria também e os eleitores, nem se fala. Surpreendida pela infidelidade elevada à décima potência – inclusive do PT –, a equipe econômica não acreditava no fim do fator, criado para evitar aposentadorias precoces. Acabar com essa ferramenta pode resultar em um rombo de R$ 12 bilhões nos próximos três anos. A previsão é inicial, porque os técnicos estão revendo todos os números. A esperança de contornar o quadro no Senado é nula. O pior da farsa é que aliados e oposição votam para agradar aos aposentados, mas apostam no veto ou em uma reforma da Previdência no próximo mandato. Para o Planalto, derrubar as medidas pode ser sinônimo de desgaste, mas também um sinal de que o oba-oba com as contas públicas tem limites.


Bate e assopra

Uma das saídas apresentadas ao Planalto é a seguinte: o presidente Lula aprova o aumento de 7,7% para os aposentados, mas veta o fim do fator previdenciário, encaminhando um projeto de lei como alternativa ao Congresso. Afinal, o efeito do reajuste é imediato, pois representa dinheiro no bolso de quem já parou de trabalhar

Fonte: Zero Hora - 07/05/2010