Jornal Correio do Povo - Polícia
ANO 115 Nº 217 - PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 5 DE MAIO DE 2010
Seguem as divergências públicas entre Polícia e MP
Foi com indignação que a cúpula da Polícia Civil recebeu as declarações do promotor Eugênio Paes Amorim sobre o caso Eliseu Santos. Em entrevista coletiva ontem, o subchefe de Polícia, delegado Álvaro Steigleder, disse que Amorim está criando um clima de animosidade entre as instituições. O comentário, assinalou, foi "infeliz" e "inadequado". "Podemos não acreditar em um determinado promotor, mas no MP, nós (Polícia Civil) acreditamos", respondeu Steigleder. "Só não nos manifestamos porque temos educação, algo que nem todos têm", completou.
O promotor disse ontem que a investigação do MP, que se encerraria nesta semana, foi transferida. De acordo com Amorim, o aditamento da denúncia deve ocorrer, porque o processo do Foro do Sarandi sobre o pagamento de propina à empresa Reação chegou, na sexta-feira passada, à 1 Vara do Júri. Disse que a peça não foi repassada à promotoria. Não está descartada a denúncia de, ao menos, mais três pessoas - uma pertencente aos quadros do PTB e duas do ramo de segurança. Ao todo, o Ministério Público denunciou oito pessoas.
Amorim reforçou as críticas feitas à Polícia Civil. Afirmou não "acreditar mais na idoneidade" da instituição. O representante do MP ironizou o pedido feito pelo delegado Heliomar Franco, titular da Delegacia de Furto e Roubos de Veículos (DFRV), à juíza Vanessa Gastal de Magalhães, da 1 Vara Criminal, solicitando autorização para fazer gravações sem conhecimento do acusado. Para ele, o delegado usou o crime de roubo de carros para pedir autorização na Vara errada. O vídeo foi enviado à Justiça para ser anexado ao inquérito. Nas imagens, um dos acusados de integrar o trio que atacou o ex-secretário municipal da Saúde, Eliseu Santos, aparece afirmando que o grupo pretendia roubar o carro da vítima.
Fonte: Correio do Povo - 05/05/2010
CP - 05.05.2010: Seguem divergências públicas entre polícia e MP
Jornal Correio do Povo - Polícia ANO 115 Nº 217 - PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 5 DE MAIO DE 2010 Seguem as divergências públicas entre Polícia e MP Foi com indignação que a cúpula da Polícia Civil recebeu as declarações do promotor Eugênio Paes Amorim sobre o caso Eliseu Santos. Em entrevista coletiva ontem, o subchefe de Polícia, delegado Álvaro Steigleder, disse que Amorim está criando um clima de animosidade entre as instituições. O comentário, assinalou, foi "infeliz" e "inadequado". "Podemos não acreditar em um determinado promotor, mas no MP, nós (Polícia Civil) acreditamos", respondeu Steigleder. "Só não nos manifestamos porque temos educação, algo que nem todos têm", completou. O promotor disse ontem que a investigação do MP, que se encerraria nesta semana, foi transferida. De acordo com Amorim, o aditamento da denúncia deve ocorrer, porque o processo do Foro do Sarandi sobre o pagamento de propina à empresa Reação chegou, na sexta-feira passada, à 1 Vara do Júri. Disse que a peça não foi repassada à promotoria. Não está descartada a denúncia de, ao menos, mais três pessoas - uma pertencente aos quadros do PTB e duas do ramo de segurança. Ao todo, o Ministério Público denunciou oito pessoas. Amorim reforçou as críticas feitas à Polícia Civil. Afirmou não "acreditar mais na idoneidade" da instituição. O representante do MP ironizou o pedido feito pelo delegado Heliomar Franco, titular da Delegacia de Furto e Roubos de Veículos (DFRV), à juíza Vanessa Gastal de Magalhães, da 1 Vara Criminal, solicitando autorização para fazer gravações sem conhecimento do acusado. Para ele, o delegado usou o crime de roubo de carros para pedir autorização na Vara errada. O vídeo foi enviado à Justiça para ser anexado ao inquérito. Nas imagens, um dos acusados de integrar o trio que atacou o ex-secretário municipal da Saúde, Eliseu Santos, aparece afirmando que o grupo pretendia roubar o carro da vítima. Fonte: Correio do Povo - 05/05/2010