01 de maio de3 2010 / N 16322
CARÊNCIA NA EDUCAÇÃO
Faltam 6,8 mil docentes, diz Cpers
Na véspera do Dia do Trabalho, o Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato) divulgou levantamento no qual faltariam 6,8 mil professores nas escolas estaduais gaúchas. O número é contestado pela Secretaria Estadual da Educação (SEC).
Em ato público realizado em frente ao Instituto de Educação Flores da Cunha, na Capital, a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, atribuiu o problema à não realização de concursos públicos por parte do governo do Estado.
Para chegar ao tamanho da defasagem nas salas de aula, o Cpers consultou 242 instituições de ensino, espalhadas em 44 municípios, entre março e abril. Com o déficit verificado na amostra pesquisada, que corresponde a 3,1% do total de escolas, o sindicato projetou quantos docentes faltariam se esse percentual fosse estendido para todas as 2.597 escolas existentes. Com base em dados do Censo Escolar 2009 publicados, a rede estadual tem 50,6 mil professores e 1,2 milhão de alunos.
Além do alerta sobre a falta de professores, o Cpers lançou uma revista com dados de uma pesquisa sobre a situação do ensino público gaúcho, a partir da avaliação de 452 pais, professores e funcionários. Para 81,6% dos entrevistados, a verba disponível para a manutenção das escolas é insuficiente,
Durante o ato, que precedeu caminhada ao Piratini, Rejane repetiu críticas à gestão da governadora Yeda:
– Se as escolas ainda têm uma boa imagem junto às comunidades é pelos profissionais, e não pelo governo.
A SEC rebateu as críticas do sindicato com uma nota intitulada A Verdadeira Realidade da Educação. No texto, a SEC afirma que, desde o início do ano letivo, foram contratados 2.454 professores temporários. Outros 1.669 tiveram a carga horária ampliada em todo o Rio Grande do Sul, na tentativa de conter o déficit.
– Voltamos a reiterar que a falta de professores é decorrente dos pedidos de licenças e aposentadoria dos integrantes do magistério durante o ano letivo, chegando algumas vezes a contabilizar 3 mil afastamentos por ano – diz o texto.
O governo informou que já recebeu autorização para contratar até mil orientadores e mil supervisores. Mas não foi divulgado prazo para que eles sejam chamados e comecem a trabalhar.
Fonte: Zero Hora - 01/05/2010
ZH - 01.05.2010: CARÊNCIA NA EDUCAÇÃO
01 de maio de3 2010 / N 16322 CARÊNCIA NA EDUCAÇÃO Faltam 6,8 mil docentes, diz Cpers Na véspera do Dia do Trabalho, o Centro de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Cpers/Sindicato) divulgou levantamento no qual faltariam 6,8 mil professores nas escolas estaduais gaúchas. O número é contestado pela Secretaria Estadual da Educação (SEC). Em ato público realizado em frente ao Instituto de Educação Flores da Cunha, na Capital, a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, atribuiu o problema à não realização de concursos públicos por parte do governo do Estado. Para chegar ao tamanho da defasagem nas salas de aula, o Cpers consultou 242 instituições de ensino, espalhadas em 44 municípios, entre março e abril. Com o déficit verificado na amostra pesquisada, que corresponde a 3,1% do total de escolas, o sindicato projetou quantos docentes faltariam se esse percentual fosse estendido para todas as 2.597 escolas existentes. Com base em dados do Censo Escolar 2009 publicados, a rede estadual tem 50,6 mil professores e 1,2 milhão de alunos. Além do alerta sobre a falta de professores, o Cpers lançou uma revista com dados de uma pesquisa sobre a situação do ensino público gaúcho, a partir da avaliação de 452 pais, professores e funcionários. Para 81,6% dos entrevistados, a verba disponível para a manutenção das escolas é insuficiente, Durante o ato, que precedeu caminhada ao Piratini, Rejane repetiu críticas à gestão da governadora Yeda: – Se as escolas ainda têm uma boa imagem junto às comunidades é pelos profissionais, e não pelo governo. A SEC rebateu as críticas do sindicato com uma nota intitulada A Verdadeira Realidade da Educação. No texto, a SEC afirma que, desde o início do ano letivo, foram contratados 2.454 professores temporários. Outros 1.669 tiveram a carga horária ampliada em todo o Rio Grande do Sul, na tentativa de conter o déficit. – Voltamos a reiterar que a falta de professores é decorrente dos pedidos de licenças e aposentadoria dos integrantes do magistério durante o ano letivo, chegando algumas vezes a contabilizar 3 mil afastamentos por ano – diz o texto. O governo informou que já recebeu autorização para contratar até mil orientadores e mil supervisores. Mas não foi divulgado prazo para que eles sejam chamados e comecem a trabalhar. Fonte: Zero Hora - 01/05/2010