Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
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ZH - 1º de abril.2010 - Rosane de Oliveira: E todos saíram perdendo

01 de abril de 2010 | N° 16292 PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA E todos saíram perdendo Ninguém tem o que comemorar no desfecho da votação dos projetos que envolvem o magistério. Os professores gaúchos conseguiram um reajuste de 4% em setembro, mais 2% em dezembro. E nada mais. Saíram com a sensação de vitória porque impediram a aprovação do salário inicial de R$ 1,5 mil para 40 horas, uma aparente contradição quando se sabe que a elevação do piso salarial está entre os pleitos da maioria dos trabalhadores. O Cpers rejeitou a proposta do governo porque entendeu que ela significava a mutilação do plano de carreira ao igualar o salário de ingresso na carreira ao de professores que já acumulam adicionais de tempo de serviço e promoções. No discurso dos sindicalistas, piso é sinônimo de salário básico sobre o qual incidem vantagens como adicionais de tempo de serviço. O piso nacional aprovado pelo Congresso não entra em detalhes sobre o que pode ser computado nessa remuneração mínima, mas diz que os Estados terão de aprovar ou readequar os planos de carreira, hipótese que o Cpers não admite de forma alguma. A oposição na Assembleia não deu acordo para votação porque sabia que se fosse votado seria aprovado, já que o governo tem maioria. Além de respeitar o desejo do Cpers, que fala em nome dos milhares de professores, o PT seguiu sua própria cartilha ao não dar acordo. Os deputados da oposição não querem que Yeda chegue na campanha dizendo que seu governo elevou o salário inicial do magistério para R$ 1,5 mil, acima do piso nacional. Na campanha, ela dirá que tentou pagar mais aos professores, mas a oposição e o Cpers não permitiram. E o próximo governador repetirá a sina dos seus antecessores: assumirá com o magistério insatisfeito, pressionando por reajuste e ameaçando fazer greve antes do final do primeiro ano de governo. Fonte: Zero Hora - 1º de abril/2010 - Coluna Rosane de Oliveira
01 de abril de 2010 | N° 16292
PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA

E todos saíram perdendo

Ninguém tem o que comemorar no desfecho da votação dos projetos que envolvem o magistério. Os professores gaúchos conseguiram um reajuste de 4% em setembro, mais 2% em dezembro. E nada mais. Saíram com a sensação de vitória porque impediram a aprovação do salário inicial de R$ 1,5 mil para 40 horas, uma aparente contradição quando se sabe que a elevação do piso salarial está entre os pleitos da maioria dos trabalhadores.

O Cpers rejeitou a proposta do governo porque entendeu que ela significava a mutilação do plano de carreira ao igualar o salário de ingresso na carreira ao de professores que já acumulam adicionais de tempo de serviço e promoções. No discurso dos sindicalistas, piso é sinônimo de salário básico sobre o qual incidem vantagens como adicionais de tempo de serviço. O piso nacional aprovado pelo Congresso não entra em detalhes sobre o que pode ser computado nessa remuneração mínima, mas diz que os Estados terão de aprovar ou readequar os planos de carreira, hipótese que o Cpers não admite de forma alguma.

A oposição na Assembleia não deu acordo para votação porque sabia que se fosse votado seria aprovado, já que o governo tem maioria. Além de respeitar o desejo do Cpers, que fala em nome dos milhares de professores, o PT seguiu sua própria cartilha ao não dar acordo. Os deputados da oposição não querem que Yeda chegue na campanha dizendo que seu governo elevou o salário inicial do magistério para R$ 1,5 mil, acima do piso nacional.

Na campanha, ela dirá que tentou pagar mais aos professores, mas a oposição e o Cpers não permitiram. E o próximo governador repetirá a sina dos seus antecessores: assumirá com o magistério insatisfeito, pressionando por reajuste e ameaçando fazer greve antes do final do primeiro ano de governo.

Fonte: Zero Hora - 1º de abril/2010 - Coluna Rosane de Oliveira