Zero Hora - 24 de março de 2010 | N° 16284
NO FORNO
Yeda prepara nova proposta de reajuste do magistério
Técnicos da Secretaria da Fazenda trabalham com percentuais que podem variar de 5% a 7%Uma nova oferta de reajuste salarial aos professores será apresentada hoje pelo Palácio Piratini. Técnicos da Secretaria da Fazenda trabalham com percentuais que variam de 5% a 7%.
Na noite de ontem, técnicos da Fazenda fizeram estudos do impacto de reajustes na folha dos professores. A ordem é dar o máximo possível de aumento sem prejudicar o equilíbrio das finanças estaduais.
– Vamos oferecer um índice amanhã (hoje) – garantiu o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Adilson Troca (PSDB).
A concessão do aumento também serve para esvaziar o discurso da oposição. O PT ameaçou ontem trancar votações de projetos do Executivo e dos demais poderes até surgir uma nova oferta do governo ao magistério.
– É uma sinalização política. Neste momento, todos os projetos estão suspensos – disse o líder da bancada do PT, deputado Elvino Bohn Gass.
Por enquanto, a decisão da oposição de não dar acordo a votações de propostas de reajuste prejudica, principalmente, magistrados, procuradores e promotores que querem a aprovação de um aumento de 8,88% em duas parcelas. A maioria dos projetos está pronta para ser votada, mas é necessário o consenso de líderes de bancadas para chegar ao plenário.
Outra exigência do PT é que o Ministério Público e o Tribunal de Justiça (TJ) também proponham a reposição de perdas salariais para servidores dos poderes, o que não está previsto.
– Sem reajuste para os professores e servidores do Judiciário, juízes também ficarão sem aumento – afirmou o deputado Ronaldo Zülke (PT).
As ameaças petistas incomodaram o Piratini, uma vez que o governo já estudava uma proposta de reposição salarial para o magistério.
– É irracional e ilógico. Desde quando aumentar em R$ 50 o salário de um professor justifica a elevação do vencimento de juízes e de desembargadores? É apenas marcação política do PT – avaliou o deputado Nelson Marchezan (PSDB).
À frente das negociações, Troca não se intimidou com a oposição:
– Vocês acham que o PT não dará acordo para votar o projeto de reajuste da Brigada? Eles não são loucos de prejudicar uma categoria com 40, 50 mil pessoas. Não há mais tempo para isso.
Integrantes do Judiciário dizem que a briga reflete a incompreensão sobre a independência dos poderes.
– Isso só ocorre num Estado onde soldados e professores enfrentam uma situação deplorável. Está na hora de o Estado repensar essas questões, mas não é a magistratura que resolverá isso – disse o presidente da Associação dos Juízes (Ajuris), João Ricardo dos Santos Costa.
Costa disse que não há condições no momento de propor aumento aos servidores do Judiciário.
MARCIELE BRUM
Na fila de votação
JUDICIÁRIO
Reajuste dos vencimentos de juízes e desembargadores do Estado. Seriam concedidos 5% retroativos a setembro do ano passado e 3,88% a partir de fevereiro deste ano. Inativos e pensionistas também seriam beneficiados.
MINISTÉRIO PÚBLICO
Reajuste dos vencimentos de procuradores e promotores do Ministério Público Estadual. Seriam concedidos 5% retroativos a setembro do ano passado e 3,88% a partir de fevereiro deste ano. Inativos e pensionistas também seriam beneficiados.
BM
O projeto foi enviado ao Legislativo na quinta-feira passada. Prevê R$ 180 milhões na matriz salarial de 2010 (um novato na Brigada receberia R$ 1.169 a partir deste mês). Oficiais superiores terão 19,9% de reajuste referente à Lei Britto.
Fonte: Jornal Zero Hora - 24/03/2010
ZH - 24.03.2010: Yeda prepara nova proposta de reajuste do magistério
Zero Hora - 24 de março de 2010 | N° 16284 NO FORNO Yeda prepara nova proposta de reajuste do magistério Técnicos da Secretaria da Fazenda trabalham com percentuais que podem variar de 5% a 7%Uma nova oferta de reajuste salarial aos professores será apresentada hoje pelo Palácio Piratini. Técnicos da Secretaria da Fazenda trabalham com percentuais que variam de 5% a 7%. Na noite de ontem, técnicos da Fazenda fizeram estudos do impacto de reajustes na folha dos professores. A ordem é dar o máximo possível de aumento sem prejudicar o equilíbrio das finanças estaduais. – Vamos oferecer um índice amanhã (hoje) – garantiu o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Adilson Troca (PSDB). A concessão do aumento também serve para esvaziar o discurso da oposição. O PT ameaçou ontem trancar votações de projetos do Executivo e dos demais poderes até surgir uma nova oferta do governo ao magistério. – É uma sinalização política. Neste momento, todos os projetos estão suspensos – disse o líder da bancada do PT, deputado Elvino Bohn Gass. Por enquanto, a decisão da oposição de não dar acordo a votações de propostas de reajuste prejudica, principalmente, magistrados, procuradores e promotores que querem a aprovação de um aumento de 8,88% em duas parcelas. A maioria dos projetos está pronta para ser votada, mas é necessário o consenso de líderes de bancadas para chegar ao plenário. Outra exigência do PT é que o Ministério Público e o Tribunal de Justiça (TJ) também proponham a reposição de perdas salariais para servidores dos poderes, o que não está previsto. – Sem reajuste para os professores e servidores do Judiciário, juízes também ficarão sem aumento – afirmou o deputado Ronaldo Zülke (PT). As ameaças petistas incomodaram o Piratini, uma vez que o governo já estudava uma proposta de reposição salarial para o magistério. – É irracional e ilógico. Desde quando aumentar em R$ 50 o salário de um professor justifica a elevação do vencimento de juízes e de desembargadores? É apenas marcação política do PT – avaliou o deputado Nelson Marchezan (PSDB). À frente das negociações, Troca não se intimidou com a oposição: – Vocês acham que o PT não dará acordo para votar o projeto de reajuste da Brigada? Eles não são loucos de prejudicar uma categoria com 40, 50 mil pessoas. Não há mais tempo para isso. Integrantes do Judiciário dizem que a briga reflete a incompreensão sobre a independência dos poderes. – Isso só ocorre num Estado onde soldados e professores enfrentam uma situação deplorável. Está na hora de o Estado repensar essas questões, mas não é a magistratura que resolverá isso – disse o presidente da Associação dos Juízes (Ajuris), João Ricardo dos Santos Costa. Costa disse que não há condições no momento de propor aumento aos servidores do Judiciário. MARCIELE BRUM Na fila de votação JUDICIÁRIO Reajuste dos vencimentos de juízes e desembargadores do Estado. Seriam concedidos 5% retroativos a setembro do ano passado e 3,88% a partir de fevereiro deste ano. Inativos e pensionistas também seriam beneficiados. MINISTÉRIO PÚBLICO Reajuste dos vencimentos de procuradores e promotores do Ministério Público Estadual. Seriam concedidos 5% retroativos a setembro do ano passado e 3,88% a partir de fevereiro deste ano. Inativos e pensionistas também seriam beneficiados. BM O projeto foi enviado ao Legislativo na quinta-feira passada. Prevê R$ 180 milhões na matriz salarial de 2010 (um novato na Brigada receberia R$ 1.169 a partir deste mês). Oficiais superiores terão 19,9% de reajuste referente à Lei Britto. Fonte: Jornal Zero Hora - 24/03/2010