A FESSERGS pede direito de resposta ao colunista Políbio Braga do Jornal O Sul, que em sua coluna de 26 de junho ofendeu o serviço e os servidores públicos em geral. Além de classificar os servidores como "essa gente", esquecendo-se que precisam prestar concurso público universal para ingressar no serviço público, "interrogou para que bolsos foram os 15% que teriam aumentado na folha", desconhecendo, por ignorância ou má fé que no serviço público tudo é auditado e está à disposição de quem quiser ver. O presidente da FESSERGS, Sérgio Arnoud considera muito graves os termos empregados, os quais demonstram certo rancor em relação aos serviços e servidores públicos essenciais às maiorias que não podem pagar saúde, educação, segurança, etc.
GOVERNO AINDA NÃO COMEÇOU
A administração estadual, alegando não ter como pagar a folha em dia no sexto mês do ano, está fazendo com que a sociedade se pergunte se os ocupantes do Palácio Piratiní não sem deram conta ainda que estão governando o quarto maior estado da nação.
A FESSERGS entende que, mesmo com o fim do tarifaço do Governo Rigotto, onde o ICMS proporcionou receitas a mais, mesmo à custa da quebra ou de mudança de estado de muitas empresas, a arrecadação de tributos tem como responder às necessidades do Estado.
Somente a soma da renúncia fiscal, desonerações, incentivos e sonegação, totalizarão 8,5 bilhões de reais, exatamente o mesmo valor a ser gasto com as folhas durante este ano.
O que se vê, portanto, sustenta o presidente da FESSERGS, Sérgio Arnoud, é falta de vontade de buscar a arrecadação possível, capaz de proporcionar meios de melhorar os serviços públicos gaúchos.
Lamentavelmente, ao invés de buscar soluções, o secretário da Fazenda adotou o hábito de lamentar-se diariamente, tentando obter a simpatia da opinião pública à custa dos servidores.
SECRETARIO DESCONHECIA
CRESCIMENTO VEGETATIVO
DA FOLHA DE PAGAMENTOS
Realmente, depois de seis meses de governo o Secretário da Fazenda descobriu que as folhas de pagamento do pessoal do estado crescem vegetativamente. Isso já seria um começo, não fosse trágico para alguém que veio para imprimir um novo modelo de gestão.
Segundo o presidente da FESSERGS, Sérgio Arnoud, os servidores públicos são trabalhadores que cumprem determinadas exigências constitucionais para ingressarem no serviço público, distribuindo-se em quadros e tendo, por isso, algumas prerrogativas, tais como o crescimento funcional dentro da mesma carreira.
Durante longos períodos, além do arrocho salarial, os servidores sofreram com o congelamento da concessão e pagamento dos percentuais relativos à progressão funcional, o que ocorre em forma levemente diversa, nas empresas em geral.
Com isso, o Estado fez caixa, ou melhor, utilizou esses recursos para pagar outras coisas, já que não fez por onde arrecadar o necessário.
É para isso que o secretário da Fazenda parece não estar preparado. E por desconhecimento, ou por vontade de estar bem com o Poder, determinado jornalista cumpre o papel de apoiador destemido.
Concluindo, a FESSERGS pergunta: Como é que os então candidatos Germano Rigotto e Yeda Crusius, hoje governadora pretendiam enfrentar as duras tarefas de governar o Rio Grande?