ZERO HORA - 17 de março de 2010 | N° 16277
PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA
Ultimato a brigadianos
Esgotou-se a paciência do deputado Giovani Cherini, presidente da Assembleia, com os representantes dos servidores da Brigada Militar nas negociações do projeto de reajuste salarial. Mediador voluntário, Cherini deu um ultimato aos presidentes das Associações de Cabos e Soldados e dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes: ou chegam a um acordo até amanhã, ou vai propor ao governo que envie o projeto para a Assembleia sem aval das categorias.
Cherini está convencido de que a proposta atual é a melhor que o governo pode apresentar e que o pior para os brigadianos é ficarem sem aumento algum. Que é melhor garantir agora algum índice para 2011 do que começar uma negociação da estaca zero com o governador que se eleger em outubro.
Os próprios interlocutores dos servidores de nível médio da Brigada estão no limite depois que as assembleias rejeitaram duas propostas do Piratini. Segundo o presidente da Associação de Sargentos, Subtenentes e Tenentes (ASSTBM), Aparicio Santellano, se os brigadianos não aceitarem amanhã a proposta do governo, ele irá abandonar a mediação. Ele, assim como Leonel Lucas, da Associação de Cabos e Soldados, sabe que não há mais como esticar a corda com o governo.
Uma tabela divulgada pela ASSTBM mostra que, com a proposta do governo, o salário de ingresso de um soldado será de R$ 1.170 neste mês e R$ 1.250,74 em março de 2011. O menor índice acumulado (12,15%) é o do 1º tenente. Os soldados terão 19,14%.
Santellano conta que há um sentimento muito intenso de revanche dentro da base da BM, em razão da forma como foi conduzida pelo comandante-geral da corporação, João Carlos Trindade, uma consulta aos policiais militares sobre suas opiniões em relação às propostas de reajuste salarial. Mais do que os índices a eles oferecidos, o que incomoda os policiais de patentes inferiores é o fato de o governo oferecer reajuste maior aos oficiais superiores.
– Aquela pesquisa foi um constrangimento muito grande para a categoria. Muitos colegas têm me ligado para dizer que preferem ficar sem aumento do que ver os oficiais receberem 19,9% – explicou Santellano.
Ontem, a Associação dos Oficiais da Brigada Militar divulgou nota exigindo que, diante do impasse, o governo envie, “em caráter urgente”, projeto em separado com o reajuste dos oficiais superiores. A nota apela ao governo para “levar a termo a questão salarial da Brigada Militar, sem colocar em risco os valores basilares da instituição, que são a hierarquia e a disciplina”.
Luz no túnel
Antes tarde do que nunca: o Cpers será recebido pelo secretário da Educação, Ervino Deon, amanhã, às 17h.
O deputado Elvino Bohn Gass, que intermediou a audiência, espera que o governo apresente proposta de reposição salarial idêntica à de outras categorias.
ALIÁS
A Assembleia está pronta para votar o aumento para juízes, membros do MP e do Tribunal de Contas, elevando o teto salarial para mais de R$ 24 mil por mês.
Depois de receber um ofício do Tribunal de Justiça e da Ajuris com explicações técnicas para o pagamento do extra aos magistrados gaúchos, o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo da Camino, decidiu analisar se há ilegalidade no ato do Judiciário.
Fonte: Jornal Zero Hora – 17/03/2010
ZH - 17.03.2010 - Pág 10 - Rosane de Oliveira: Funcionalismo
ZERO HORA - 17 de março de 2010 | N° 16277 PÁGINA 10 | ROSANE DE OLIVEIRA Ultimato a brigadianos Esgotou-se a paciência do deputado Giovani Cherini, presidente da Assembleia, com os representantes dos servidores da Brigada Militar nas negociações do projeto de reajuste salarial. Mediador voluntário, Cherini deu um ultimato aos presidentes das Associações de Cabos e Soldados e dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes: ou chegam a um acordo até amanhã, ou vai propor ao governo que envie o projeto para a Assembleia sem aval das categorias. Cherini está convencido de que a proposta atual é a melhor que o governo pode apresentar e que o pior para os brigadianos é ficarem sem aumento algum. Que é melhor garantir agora algum índice para 2011 do que começar uma negociação da estaca zero com o governador que se eleger em outubro. Os próprios interlocutores dos servidores de nível médio da Brigada estão no limite depois que as assembleias rejeitaram duas propostas do Piratini. Segundo o presidente da Associação de Sargentos, Subtenentes e Tenentes (ASSTBM), Aparicio Santellano, se os brigadianos não aceitarem amanhã a proposta do governo, ele irá abandonar a mediação. Ele, assim como Leonel Lucas, da Associação de Cabos e Soldados, sabe que não há mais como esticar a corda com o governo. Uma tabela divulgada pela ASSTBM mostra que, com a proposta do governo, o salário de ingresso de um soldado será de R$ 1.170 neste mês e R$ 1.250,74 em março de 2011. O menor índice acumulado (12,15%) é o do 1º tenente. Os soldados terão 19,14%. Santellano conta que há um sentimento muito intenso de revanche dentro da base da BM, em razão da forma como foi conduzida pelo comandante-geral da corporação, João Carlos Trindade, uma consulta aos policiais militares sobre suas opiniões em relação às propostas de reajuste salarial. Mais do que os índices a eles oferecidos, o que incomoda os policiais de patentes inferiores é o fato de o governo oferecer reajuste maior aos oficiais superiores. – Aquela pesquisa foi um constrangimento muito grande para a categoria. Muitos colegas têm me ligado para dizer que preferem ficar sem aumento do que ver os oficiais receberem 19,9% – explicou Santellano. Ontem, a Associação dos Oficiais da Brigada Militar divulgou nota exigindo que, diante do impasse, o governo envie, “em caráter urgente”, projeto em separado com o reajuste dos oficiais superiores. A nota apela ao governo para “levar a termo a questão salarial da Brigada Militar, sem colocar em risco os valores basilares da instituição, que são a hierarquia e a disciplina”. Luz no túnel Antes tarde do que nunca: o Cpers será recebido pelo secretário da Educação, Ervino Deon, amanhã, às 17h. O deputado Elvino Bohn Gass, que intermediou a audiência, espera que o governo apresente proposta de reposição salarial idêntica à de outras categorias. ALIÁS A Assembleia está pronta para votar o aumento para juízes, membros do MP e do Tribunal de Contas, elevando o teto salarial para mais de R$ 24 mil por mês. Depois de receber um ofício do Tribunal de Justiça e da Ajuris com explicações técnicas para o pagamento do extra aos magistrados gaúchos, o procurador-geral do Ministério Público de Contas, Geraldo da Camino, decidiu analisar se há ilegalidade no ato do Judiciário. Fonte: Jornal Zero Hora – 17/-3/2010