Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
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YEDA ESQUECEU OS SERVIDORES DO EXECUTIVO

Será que o Governo do Estado desconhece que uma sociedade só é desenvolvida quando os serviços públicos são de boa qualidade?

Os serviços públicos e os servidores estaduais do Poder Executivo são os grandes esquecidos no Governo Yeda Crusius. Já na reta final do seu mandato, eis que estamos nofinal do seu terceiro ano de governo, não foi concedido nenhum reajuste salarial aos servidores do Executivo, em especial Quadro Geral e Técnicos-Científicos, os quais estão vivendo um arrocho salarial sem precedentes.

A inflação acumulada neste período supera 17% e se soma às perdas passadas, agravando a dramática situação vivida pelas categorias.

Não vale invocar a Lei Britto, pois estes percentuais remontam há reajuste concedido e não pago há mais de uma década. É importante ressaltar que esta negociação foi conduzida, à época, pela FESSERGS.Para eximir-se da concessão de reajuste em seu governo, Yeda tenta apropriar-se indevidamente desses percentuais.

É importante constatar que esse tratamento de choque não é o mesmo dispensado ao empresariado que continua recebendo isenções fiscais e tendo equacionados satisfatoriamente seus pagamentos.

Enquanto isso os servidores públicos estaduais, a cara visível da administração, continuam recebendo um insignificante vale refeição da ordem de quatro reais e trinta e cinco centavos, conhecido no seio do funcionalismo como o "vale fome".

Não podemos silenciar que isto tudo é que viabilizou a política do déficit zero, propagandeada como a grande realização do Governo do Estado. Sem pagar salários justos, vale refeição digno, sem conceder os avanços merecidos pelos servidores e sem oferecer serviços públicos necessários à população, é fácil apresentar números.

O Estado não é uma empresa que se orienta pela busca de lucro e de resultados. O que a população espera de uma boa administração são serviços públicos de qualidade, o que não temos.

Esta nunca foi a preocupação central do governo Yeda.

Agora que o Estado foi escolhido para sediar a copa do mundo de 2014, os governantes falam em obras e mais obras. O que não se diz é que estas obras não podem prescindir das pessoas, dos servidores públicos. Nossa relação atual mostra que tanto a Brigada Militar quanto a Polícia Civil operam com metade do contingente humano necessário.

Será que para satisfazer as necessidades de segurança, hoje enormes, mas que aumentarão por ocasião do campeonato mundial, serão trazidos os policiais e brigadianos do interior do estado? E como ficarão então essas populações?

Não é diferente a situação da saúde pública, da educação e dos transportes. Está tudo sucateado.

Nesse cenário de horrores, os servidores públicos estaduais trabalham, desmotivados, perseguidos e com salários arrochados.

Será que o Governo do Estado desconhece que uma sociedade só é desenvolvida quando os serviços públicos são de boa qualidade? O Rio Grande do Sul, infelizmente, vem caindo nos indicadores de qualidade de vida, bem como nos da economia e desenvolvimento.

Comemorar equilíbrio fiscal à custa do desmonte dos serviços públicos e da miséria dos servidores é ato desumano que merece o repúdio de todos os gaúchos!

Sérgio Arnoud

Presidente