Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
FESSERGS
Rio Grande do SulServiço público em pauta
FESSERGS

JORNAL DO COMÉRCIO 26.10.2009

Artigo publicado no Jornal do Comércio de 26 de outubro de 2009. "Nesta data, impõe-se uma reflexão acerca do papel que ele desempenha na construção de uma sociedade democrática, que ofereça iguais oportunidades e atendimento para todos, independentemente da condição social, cor, raça ou credo."...

Dia do servidor público

 

Nesta data, impõe-se uma reflexão acerca do papel que ele desempenha na construção de uma sociedade democrática, que ofereça iguais oportunidades e atendimento para todos, independentemente da condição social, cor, raça ou credo.

 

É muito comum ouvirmos discursos que pregam a eficiência, o enxugamento do Estado e a diminuição de servidores públicos. Esse discurso omite que com isso se diminuem os serviços públicos, que seriam repassados aos chamados prestadores de serviço.

 

A diferença é que enquanto serviços públicos, prestados por agentes públicos, eles são disponibilizados democraticamente para toda a sociedade. Ao passo que os prestadores de serviços cobrarão para oferecer esses serviços que passarão a ser cobrados.

 

Aí é que temos a grande diferença, pois as maiorias ficarão excluídas desses serviços, criando-se uma sociedade dividida entre os possuídos – que podem pagar e os despossuídos, abandonados pelo Estado.

 

Colado a esse discurso que prega a eficiência e o enxugamento da máquina, vem a ação desmotivadora dos governantes que se traduz no achatamento salarial e na retirada dos investimentos nos serviços públicos, como estamos acostumados a assistir nas diversas áreas de atuação do Estado.

 

É importante que a sociedade conheça alguns exemplos reveladores dessa ação desestruturadora dos serviços públicos. Comecemos pela saúde, onde o Governo do Estado investiu um quarto do que é previsto constitucionalmente, mesmo com a gripe AH1N1, a “suína”.

 

Se olharmos o Daer, encarregado da manutenção das estradas estaduais, constatamos que o Parque Rodoviário de Osório recebeu a última máquina há 25 anos e os servidores que ainda restam, trabalham meses a fio sem receber as diárias, recebendo um salário inferior ao mínimo nacional.

 

Os servidores do Quadro Geral do Estado, que teimosa e abnegadamente continuam atendendo ao público, recebem complementação salarial para alcançar o salário mínimo. E com um vale refeição de quatro reais e trinta e cinco centavos.

 

As próximas eleições para Governo do Estado, Presidência da República, senadores e deputados estaduais e federais nos possibilitam a oportunidade para que se avaliem corretamente as propostas. É preciso que estejamos atentos aos discursos que insistem na tese do enxugamento do Estado, porque isto quer dizer menos serviços públicos.

 

Sérgio Arnoud

Presidente da FESSERGS