"É no mínimo preocupante a posição do presidente Lula acerca do direito de greve para os servidores públicos, tão utilizada por ele enquanto dirigente sindical enquanto asfaltava sua carreira para a Presidência da República". Esta é a opinião do presidente da FESSERGS, Sérgio Arnoud.Para Arnoud, que representa a posição da FESSERGS e portanto dos servidores do Estado, não é limitando os direitos dos servidores que o governo vai resolver os problemas no serviço público. O governo deveria ser coerente e garantir salários justos, respeito pelo profissional e plano de carreira,. Desta forma não haveria servidores descontentes, e, conseqüentemente, não haveria greves.
Agora são enormes as dificuldades que as organizações de servidores vêm enfrentando para definir uma Lei de Greve, sendo que esta deve vir acompanhada do direito à negociação coletiva. Para a FESSERGS, agora que já alcançou seu objetivo e com grande ajuda dos servidores, o presidente pretende dar aulas de democracia e de participação em movimentos sociais, ignorando que os desmandos só acontecem quando não há normas estabelecidas. “Quem soube se utilizar e muito bem da ausência de normas que já estavam previstas desde a Constituinte de 1988, foi o grande líder metalúrgico que, inclusive, se beneficiou largamente das greves intermináveis, para chegar ao poder", afirma ainda Arnoud.