Chamado por 25 entidades e coordenado pelas centrais sindicais - CUT, Força, Nova Central Sindical de Trabalhadores - NCST, UGT, CTB, CGTB e Conlutas - o ato contra a crise mundial reuniu, na manhã da última segunda-feira, dia 30, cerca de 20 mil manifestantes em São Paulo. Eles se concentraram na Av. Paulista, fizeram ato em frente à Fiesp – Federação das Indústrias do Estado de SP, ao Banco Central e à Caixa Econômica Federal e em seguida manifestaram-se em frente à Bolsa de Valores, no centro velho.
A manifestação integra o "Dia Internacional de Luta Pelos Direitos dos Trabalhadores Contra a Exploração", convocado pelas centrais sindicais e federações sindicais mundiais. Estão previstos atos em diversos pontos do Brasil e em outros países.
A mobilização na capital paulista reuniu desde as centrais, até entidades estudantis e as que lutam por reforma agrária, como UNE e MST. Para o sindicalista José Pereira dos Santos, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região, o ato amplo mostra mais força. Ele afirmou: "Estão aqui todas as centrais e entidades importantes do movimento social. É nosso grito unitário contra a crise e cobrando a retomada do crescimento econômico, com emprego". O Sindicato levou uma guilhotina à manifestação e carrascos que encenavam o corte de cabeças de trabalhadores.
Já João Paulo, integrante do Movimento dos Sem Terra (MST), afirma que o ato também chamou atenção para a reforma agrária. Ele diz: "A propriedade rural é muito concentrada. E o agronegócio, além de gerar desemprego, agride o meio ambiente".
Nos estados
Em Brasília, os manifestantes se concentraram em frente ao Banco Central e depois marcharam até a sede do Supremo Tribunal Federal (STF), onde fizeram ato político contra a criminalização dos movimentos sociais. O ato se encerrou com um ‘abraço', pelos manifestantes ao Supremo.
Rio Grande
Cerca de cinco mil gaúchos foram às ruas de Porto Alegre para protestar contra a crise financeira mundial.
A marcha percorreu mais de quatro quilômetros, saindo de frente da sede administrativa da Gerdau, seguiu até o centro financeiro da capital gaúcha e culminou no ato final em frente ao Palácio Piratini, sede do governo do estado. O destaque foi a unidade das centrais sindicais, movimentos sociais, estudantes, funcionários públicos, trabalhadores rurais e desempregados.
Piauí
Demais estados
No Rio, houve um ato unitário, que a partir das 14h, se concentrou na Candelária. Em Santa Catarina, houve ato programado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sinte-CUT), com os movimentos sociais e sindicais.
Em Pernambuco, houve ato púbico contra a crise e demissões, cuja concentração foi em frente à Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe – Federação das Indústrias de PE), no bairro de Santo Amaro.
Na Paraíba, antes das manifestações, houve um café da manhã solidário ao MTL, na Praça João Pessoa. Em Sergipe, houve ato político com caminhada até o centro da cidade, passando por bancos, órgãos públicos, Câmara de Vereadores, Assembléia Legislativa e Tribunal da Justiça.
Fonte: Agência Diap