O presidente da FESSERGS, Sérgio Arnoud, representando a CSPB – Confederação dos Servidores Públicos do Brasil, participou do Fórum Internacional sobre Aposentadorias e Pensões, realizado dias 24 e 25 de novembro na OIT – Organização Internacional do Trabalho, em Genebra, na Suíça.
O encontro organizado pela ISP – Internacional de Servidores Públicos, promoveu o intercâmbio de informações sobre a situação da Previdência nos diversos continentes, a partir da onda liberalizante desencadeada a partir do chamado “Consenso de Washington”, incentivado pelos Governos Reagan e Tatcher.
A partir da década de setenta, as previdências passaram a ser objeto de exploração financeira, com o incremento dos fundos de pensão, destinados a constituir poderosas poupanças que foram aplicadas no mercado financeiro e nas principais bolsas de todo o mundo.
Este modelo que começou na Inglaterra e Estados Unidos e que foi exportado para o mundo, começou a apresentar problemas já no início dos anos 2.000, nas Américas, como vimos no México, Chile, Uruguai e Argentina. Esta última acaba de reestatizar a previdência.
O encontro, coordenado por Carl Swenson, da ISP, discutiu os impactos que a presente crise financeira acarretarão, a partir dos iminentes cortes dos orçamentos que recairão inevitavelmente sobre as previdências.
Sérgio Arnoud destacou que o Brasil, apesar dos problemas que enfrenta nesta área, acertou em manter a previdência pública universal, de repartição simples e de solidariedade entre gerações.
O encontro aprovou uma ação coordenada de todas as organizações sindicais presentes, sob a orientação da ISP, para barrar as tentativas de cortes nos orçamentos previdenciários, que já vem sendo anunciados por diversos governos, entre eles o do Brasil.
O presidente da ISP anunciou que já em janeiro tem reunião agendada com o Banco Mundial para discutir esse assunto, uma vez que esta instituição financeira, juntamente com a OCDE – Organismo intercontinental que congrega os países europeus, Estados Unidos e Japão, foram os mentores das chamadas reformas liberalizantes na Previdência.