Neste 1º de maio da FESSERGS parabeniza à todos os trabalhadores, sejam eles gaúchos, brasileiros ou de outros países e lembra a trajetória de lutas que esta Federação se impôs desde sua criação em 09 de maio de 1990!
Quando um punhado de idealistas e lutadores se reuniu pela primeira vez, em fins de 1989, na antiga sede da UNSP/ União Nacional dos Servidores Públicos, na José do Patrocínio, em Porto Alegre, para discutir a possibilidade de atuação conjunta dos recentes sindicatos de servidores, ninguém podia imaginar que estava se fazendo história.
Criados, a partir da Constituição de 1989, os sindicatos não possuíam, ainda, a mesma organização e estrutura das associações de classe. Entretanto, o protagonismo reivindicatório, antes exercido pelas associações, agora passava a ser dos sindicatos, instrumentos adequados para essa finalidade.

Foi assim o início da história da FESSERGS que finalmente foi criada em maio de 1990, em meio a um processo de negociação salarial junto ao Governo do Estado e à Assembléia Legislativa.
Pautada numa linha de independência frente a partidos, ideologias e governos, tendo como patrimônio inicial apenas um livro de atas, a FESSERGS foi construindo sua caminhada, em meio a lutas, mas pautando-se sempre pela combatividade e respeito.
Em nossas reivindicações, mantivemos antagonismos, mas nunca cultivamos inimigos. Desde Alceu Collares, Antônio Britto, Olívio Dutra, Germano Rigotto e Yeda Crusius, todos conheceram nossa ação e nossa veemência, sem nunca deixarmos de praticar o diálogo.
Ao completarmos 18 anos de vida, podemos dizer com orgulho que nossa maturidade foi construída na luta. Entre manifestações, reuniões, seminários, ações e formulações, porque sempre optamos por ser uma entidade propositiva.
Foi assim no Governo Collares, quando conquistamos um reajuste histórico para o Quadro Geral. Da mesma forma no Governo Britto, onde negociamos a Leis Britto, que agora terá seus percentuais honrados. No Governo Olívio, de início tivemos algumas dificuldades de diálogo, que depois foram superadas em nome do interesse superior do funcionalismo e da administração estadual, que se voltou a preencher as vagas existentes no serviço público.
Também vale lembrar que no Governo Rigotto, participamos ativamente do processo de revitalização do IPE, contribuindo na formulação da Lei sobre o IPE Saúde.
Este é o momento em que temos que dar um passo adiante, pois a história nos referencia para a construção de um futuro mais solidário e justo é o desafio que nos aguarda.
Nosso agradecimento aos dirigentes que fizeram esta história; um brinde aos 18 anos que justificadamente comemoramos e principalmente ao futuro que nos aguarda.
Sérgio Arnoud