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ZH - 17/11/2011: EMBATE NO IRGA - Plano de carreira gera polêmica

Nova proposta, a ser encaminhada hoje para Assembleia, é contestada por associação de servidores Aposta do governo para a renovação do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a elaboração do novo plano de carreira acabou se transformando em mais uma polêmica dentro da instituição. A explicação está no texto do projeto, que deve ser enviado hoje à Assembleia Legislativa, e não estende aos atuais servidores as remunerações previstas para novos funcionários. Há mais de 30 anos sem realizar concurso, a instituição de pesquisa e assistência enfrenta hoje a carência de profissionais que possam atendar à demanda de serviços. Segundo o vice-presidente da Associação Beneficente dos Funcionários do Irga (Abfir), Mauro Pereira Correia, apenas 34 servidores de nível superior estão na ativa (conforme a Secretaria de Agricultura, são 36) – todos com previsão de aposentadoria nos próximos quatro anos. Para manter a atividade fim do órgão, Correia explica que foi firmado convênio com a Fundação de Apoio e Desenvolvimento de Tecnologia do instituto. Por isso, a necessidade de nova seleção é consenso, mas a questão salarial divide funcionários e governo. – Vejo como vitória a realização do concurso, mas na valorização dos que já trabalham na instituição, o projeto foi um balde de água fria – lamenta o presidente do Sindicato dos Servidores do Irga (Sidsirga), Gilberto Silveira. O salário básico de um funcionário com Ensino Médio, conforme o sindicato, é de R$ 739,73, enquanto que o de nível superior fica em R$ 2.720,39. No quadro novo, esses valores seriam, respectivamente, R$ 1,2 mil – mais gratificações de 50% para os técnicos – e R$ 4,3 mil. Para elaborar a proposta do novo plano, foi criada uma comissão intersecretarias. Presidente do Irga, Claudio Pereira, que está em viagem à Alemanha, afirma que a decisão de não aplicar as novas remunerações aos antigos servidores se deve ao impacto financeiro, que inviabilizaria o projeto. – Alguns funcionários ficariam com vencimentos acima de R$ 20 mil – diz. A informação é contestada pelo presidente da Abfir, Jaime Aquino Staffen. O dirigente diz que existem somente seis casos de inativos – que incluem, por exemplo, ex-diretores – cujos salários ficariam em torno de R$ 17 mil. Para evitar que os atuais servidores fiquem com vencimentos inferiores aos novos concursados, a possibilidade de gratificações é estudada, explica o secretário estadual de Agricultura, Luiz Fernando Mainardi. A estrutura - Com sede em Porto Alegre, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) tem sete subestações de pesquisa e 40 escritórios no Interior - Além da pesquisa, dá assistência técnica aos produtores - Neste ano, terá uma receita de cerca de R$ 60 milhões - Atualmente, existem 114 funcionários concursados no órgão. Eles estão divididos em dois grandes grupos: os de Ensino Médio (com padrão de 1 a 16) e os de Ensino Superior - O novo quadro de concursados permitirá continuar a redução do número de cargos de confiança – que era de 278 e poderá ficar em 125. Fonte: Jornal Zero Hora - 17/11/2011
Nova proposta, a ser encaminhada hoje para Assembleia, é contestada por associação de servidores

Aposta do governo para a renovação do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a elaboração do novo plano de carreira acabou se transformando em mais uma polêmica dentro da instituição. A explicação está no texto do projeto, que deve ser enviado hoje à Assembleia Legislativa, e não estende aos atuais servidores as remunerações previstas para novos funcionários.

Há mais de 30 anos sem realizar concurso, a instituição de pesquisa e assistência enfrenta hoje a carência de profissionais que possam atendar à demanda de serviços. Segundo o vice-presidente da Associação Beneficente dos Funcionários do Irga (Abfir), Mauro Pereira Correia, apenas 34 servidores de nível superior estão na ativa (conforme a Secretaria de Agricultura, são 36) – todos com previsão de aposentadoria nos próximos quatro anos.

Para manter a atividade fim do órgão, Correia explica que foi firmado convênio com a Fundação de Apoio e Desenvolvimento de Tecnologia do instituto. Por isso, a necessidade de nova seleção é consenso, mas a questão salarial divide funcionários e governo.

– Vejo como vitória a realização do concurso, mas na valorização dos que já trabalham na instituição, o projeto foi um balde de água fria – lamenta o presidente do Sindicato dos Servidores do Irga (Sidsirga), Gilberto Silveira.

O salário básico de um funcionário com Ensino Médio, conforme o sindicato, é de R$ 739,73, enquanto que o de nível superior fica em R$ 2.720,39. No quadro novo, esses valores seriam, respectivamente, R$ 1,2 mil – mais gratificações de 50% para os técnicos – e R$ 4,3 mil.

Para elaborar a proposta do novo plano, foi criada uma comissão intersecretarias. Presidente do Irga, Claudio Pereira, que está em viagem à Alemanha, afirma que a decisão de não aplicar as novas remunerações aos antigos servidores se deve ao impacto financeiro, que inviabilizaria o projeto.

– Alguns funcionários ficariam com vencimentos acima de R$ 20 mil – diz.

A informação é contestada pelo presidente da Abfir, Jaime Aquino Staffen. O dirigente diz que existem somente seis casos de inativos – que incluem, por exemplo, ex-diretores – cujos salários ficariam em torno de R$ 17 mil.

Para evitar que os atuais servidores fiquem com vencimentos inferiores aos novos concursados, a possibilidade de gratificações é estudada, explica o secretário estadual de Agricultura, Luiz Fernando Mainardi.

A estrutura

- Com sede em Porto Alegre, o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) tem sete subestações de pesquisa e 40 escritórios no Interior
- Além da pesquisa, dá assistência técnica aos produtores
- Neste ano, terá uma receita de cerca de R$ 60 milhões
- Atualmente, existem 114 funcionários concursados no órgão. Eles estão divididos em dois grandes grupos: os de Ensino Médio (com padrão de 1 a 16) e os de Ensino Superior
- O novo quadro de concursados permitirá continuar a redução do número de cargos de confiança – que era de 278 e poderá ficar em 125.

Fonte: Jornal Zero Hora - 17/11/2011