Com mudança anunciada pelo Estado, um terço dos agentes poderia sair
Com mudança anunciada pelo Estado, um terço dos agentes poderia sairãoo assinar ontem um decreto reconhecendo o direito à aposentadoria especial para policiais civis, o governador Tarso Genro atendeu a uma reivindicação histórica da categoria, mas abriu a possibilidade legal para uma debandada de servidores. Com a nova regra que estabelece para a aposentaria integral mínimo de 30 anos de serviço – sendo 20 deles em atividade policial –, cerca de um terço dos 5.861 policiais passou a ter direito a deixar a instituição.
Apesar de representantes da categoria e autoridades da área não apostarem em uma saída em massa a curto prazo, pelo menos 500 servidores devem deixar a corporação neste ano se beneficiando da alteração nas regras da aposentadoria. O número é estimado pelo Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores (Ugeirm).
– É um conquista muito importante, mas tem de vir com um plano de carreira e reajuste salarial para que os servidores se sintam motivados a ficar – avalia o presidente da entidade Isaac Ortiz.
O chefe de Polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior, acredita que a mudança não afetará o quadro de policiais no Estado. Segundo ele, a eventual saída de centenas de agentes deve ser compensada com a formação que 500 novos policiais aprovados em concurso.
– Temos ainda esse projeto de lei do governador criando novos cargos, o que permitirá a promoção de policiais – argumentou.
Ranolfo se refere à proposta a ser enviada à Assembleia Legislativa em que Tarso estabelece a criação de 1.541 cargos dentro da corporação. Na prática, se aprovada, a lei permitirá a promoção de agentes e delegados a cargos superiores, em um esboço de plano de carreira que terá reflexo também no efetivo a médio prazo.
– À medida que um delegado de primeira classe passa para a segunda, sua vaga fica aberta e poderá ser preenchida em um futuro concurso – explicou.
Fonte: Jornal Zero Hora - 06/07/2011
ZH - 06/07/2011: Policiais poderão se aposentar mais cedo
Com mudança anunciada pelo Estado, um terço dos agentes poderia sair Com mudança anunciada pelo Estado, um terço dos agentes poderia sairãoo assinar ontem um decreto reconhecendo o direito à aposentadoria especial para policiais civis, o governador Tarso Genro atendeu a uma reivindicação histórica da categoria, mas abriu a possibilidade legal para uma debandada de servidores. Com a nova regra que estabelece para a aposentaria integral mínimo de 30 anos de serviço – sendo 20 deles em atividade policial –, cerca de um terço dos 5.861 policiais passou a ter direito a deixar a instituição. Apesar de representantes da categoria e autoridades da área não apostarem em uma saída em massa a curto prazo, pelo menos 500 servidores devem deixar a corporação neste ano se beneficiando da alteração nas regras da aposentadoria. O número é estimado pelo Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores (Ugeirm). – É um conquista muito importante, mas tem de vir com um plano de carreira e reajuste salarial para que os servidores se sintam motivados a ficar – avalia o presidente da entidade Isaac Ortiz. O chefe de Polícia, delegado Ranolfo Vieira Júnior, acredita que a mudança não afetará o quadro de policiais no Estado. Segundo ele, a eventual saída de centenas de agentes deve ser compensada com a formação que 500 novos policiais aprovados em concurso. – Temos ainda esse projeto de lei do governador criando novos cargos, o que permitirá a promoção de policiais – argumentou. Ranolfo se refere à proposta a ser enviada à Assembleia Legislativa em que Tarso estabelece a criação de 1.541 cargos dentro da corporação. Na prática, se aprovada, a lei permitirá a promoção de agentes e delegados a cargos superiores, em um esboço de plano de carreira que terá reflexo também no efetivo a médio prazo. – À medida que um delegado de primeira classe passa para a segunda, sua vaga fica aberta e poderá ser preenchida em um futuro concurso – explicou. Fonte: Jornal Zero Hora - 06/07/2011