Os professores estaduais realizam hoje um dia de paralisação contra o pacote de medidas do governo — que prevê alterações na previdência estadual e no pagamento das RPVs (Requisições de Pequeno Valor) — protocolado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A categoria também exige o pagamento do piso nacional aos funcionários do Estado.
O Cpers-Sindicato (Centro de Professores do Estado do RS) promove uma vigília, das 10h às 17h, na Praça da Matriz, no Centro de Porto Alegre. Em todas regiões do Estado, as atividades terão apoio e participação de servidores de outras categorias do funcionalismo público.
No dia 22 deste mês, os trabalhadores da educação se reunirão em assembleia geral, a partir das 13h30min, no Gigantinho, na Capital, para deliberar sobre novas paralisações nos dias em que os projetos forem à votação no Legislativo. Neste mesmo dia, às 10h, na Praça da Matriz, será realizado um ato público contra o pacote.
A MEDIDA — O governador do RS, Tarso Genro, encaminhou no dia 26 de maio à Assembleia Legislativa um pacote de medidas que vão desde o aumento da arrecadação à reforma da previdência.
Denominado Plano de Sustentabilidade Financeira, o pacote tem como objetivo ampliar receitas, investimentos e
controlar os gastos. A proposta inclui a implementação da alíquota de inspeção veicular, a normatização da taxa ambiental, que permitiria ao Estado receber repasses do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), a venda de prédios públicos ociosos e, o mais polêmico tema: o aumento na contribuição previdenciária dos servidores estaduais.
Segundo o governo, o Rio Grande do Sul gasta anualmente 7 bilhões de reais com a previdência, sendo que 5,4 bilhões de reais são bancados pelo Estado. Para tentar sanar o problema, Tarso Genro propôs aumentar a alíquota de 11% para 16,5% para os atuais servidores que ganham mais do que o teto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que é de 3,689 mil reais. A nova taxa incidiria sobre o que excedesse esse valor. De acordo com o governo, 82% dos funcionários públicos não serão afetados pela medida. Além disso, foi sugerida a criação de um fundo de previdência para os atuais servidores e um outro de capitalização para os novos funcionários. (Daniela Neves dos Santos com agências)
Fonte: Jornal O Sul - 14/06/2011
O Sul - 14/06/2011: Professores estaduais prometem paralisar atividades hoje em protesto contra a reforma da previdência.
Os professores estaduais realizam hoje um dia de paralisação contra o pacote de medidas do governo — que prevê alterações na previdência estadual e no pagamento das RPVs (Requisições de Pequeno Valor) — protocolado na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A categoria também exige o pagamento do piso nacional aos funcionários do Estado. O Cpers-Sindicato (Centro de Professores do Estado do RS) promove uma vigília, das 10h às 17h, na Praça da Matriz, no Centro de Porto Alegre. Em todas regiões do Estado, as atividades terão apoio e participação de servidores de outras categorias do funcionalismo público. No dia 22 deste mês, os trabalhadores da educação se reunirão em assembleia geral, a partir das 13h30min, no Gigantinho, na Capital, para deliberar sobre novas paralisações nos dias em que os projetos forem à votação no Legislativo. Neste mesmo dia, às 10h, na Praça da Matriz, será realizado um ato público contra o pacote. A MEDIDA — O governador do RS, Tarso Genro, encaminhou no dia 26 de maio à Assembleia Legislativa um pacote de medidas que vão desde o aumento da arrecadação à reforma da previdência. Denominado Plano de Sustentabilidade Financeira, o pacote tem como objetivo ampliar receitas, investimentos e controlar os gastos. A proposta inclui a implementação da alíquota de inspeção veicular, a normatização da taxa ambiental, que permitiria ao Estado receber repasses do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), a venda de prédios públicos ociosos e, o mais polêmico tema: o aumento na contribuição previdenciária dos servidores estaduais. Segundo o governo, o Rio Grande do Sul gasta anualmente 7 bilhões de reais com a previdência, sendo que 5,4 bilhões de reais são bancados pelo Estado. Para tentar sanar o problema, Tarso Genro propôs aumentar a alíquota de 11% para 16,5% para os atuais servidores que ganham mais do que o teto do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que é de 3,689 mil reais. A nova taxa incidiria sobre o que excedesse esse valor. De acordo com o governo, 82% dos funcionários públicos não serão afetados pela medida. Além disso, foi sugerida a criação de um fundo de previdência para os atuais servidores e um outro de capitalização para os novos funcionários. (Daniela Neves dos Santos com agências) Fonte: Jornal O Sul - 14/06/2011