Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
FESSERGS
Rio Grande do SulServiço público em pauta
FESSERGS

ZH - 02/05/2011: Menos bandeira, mais conquistas

Pleno emprego e mínimo acima da inflação mudam pauta das centrais sindicais no Dia do Trabalho As tradicionais comemorações de 1º de maio, organizadas pelas centrais sindicais, ganharam discursos e bandeiras mais amenas. Com o cenário de pleno emprego e salário mínimo reajustado acima da inflação, mantido no primeiro ano do governo Dilma, o movimento sindical perdeu parte de sua importância. P or isso, a tendência é que os sindicatos voltem suas atenções para questões de legislação trabalhista. Ontem, durante os atos do Dia do Trabalho no Estado, Força Sindical e CUT defenderam a palavra de ordem do “trabalho decente” – uma convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que inclui condições de trabalho dignas, com redução da jornada de trabalho e qualificação profissional. O projeto de redução na jornada de trabalho está em tramitação na Câmara dos Deputados e não deve ser votado antes do segundo semestre. Segundo o cientista político Benedito Tadeu César, professor aposentado da Ufrgs, as mobilizações operárias passaram a ser mais corporativas do que ideológicas: – O movimento sindical está deixando o enfrentamento de lado. César sinaliza que já há espaço para reivindicações no próprio local de trabalho e que os sindicatos encontraram representatividade também nos governos, facilitando determinadas conquistas. As centrais sindicais mais representativas no Estado também entendem que é preciso mudar a forma de se relacionar com os trabalhadores. – O modelo de representação por categoria está falido, porque fragmenta demais os sindicatos e não representa as categorias como deveria – aponta o presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski. Para Clàudio Janta, presidente da Força Sindical, os sindicatos precisam modernizar a linguagem e a forma de dialogar com suas bases de representação. – Mas nosso papel continua sendo reivindicatório. O sindicato tem que lutar pelo que o trabalhador quer. Fonte: Jornal Zero Hora - 02/05/2011
Pleno emprego e mínimo acima da inflação mudam pauta das centrais sindicais no Dia do Trabalho

As tradicionais comemorações de 1º de maio, organizadas pelas centrais sindicais, ganharam discursos e bandeiras mais amenas. Com o cenário de pleno emprego e salário mínimo reajustado acima da inflação, mantido no primeiro ano do governo Dilma, o movimento sindical perdeu parte de sua importância.

P or isso, a tendência é que os sindicatos voltem suas atenções para questões de legislação trabalhista. Ontem, durante os atos do Dia do Trabalho no Estado, Força Sindical e CUT defenderam a palavra de ordem do “trabalho decente” – uma convenção da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que inclui condições de trabalho dignas, com redução da jornada de trabalho e qualificação profissional. O projeto de redução na jornada de trabalho está em tramitação na Câmara dos Deputados e não deve ser votado antes do segundo semestre.

Segundo o cientista político Benedito Tadeu César, professor aposentado da Ufrgs, as mobilizações operárias passaram a ser mais corporativas do que ideológicas:

– O movimento sindical está deixando o enfrentamento de lado.

César sinaliza que já há espaço para reivindicações no próprio local de trabalho e que os sindicatos encontraram representatividade também nos governos, facilitando determinadas conquistas. As centrais sindicais mais representativas no Estado também entendem que é preciso mudar a forma de se relacionar com os trabalhadores.

– O modelo de representação por categoria está falido, porque fragmenta demais os sindicatos e não representa as categorias como deveria – aponta o presidente da CUT-RS, Celso Woyciechowski.

Para Clàudio Janta, presidente da Força Sindical, os sindicatos precisam modernizar a linguagem e a forma de dialogar com suas bases de representação.

– Mas nosso papel continua sendo reivindicatório. O sindicato tem que lutar pelo que o trabalhador quer.


Fonte: Jornal Zero Hora - 02/05/2011