Enquanto o governador Tarso Genro defendia as mudanças na previdência para líderes das centrais sindicais durante um churrasco no galpão crioulo do Piratini, centenas de pessoas protestaram contra a reforma em frente ao palácio.
Organizada pelo Cpers e pelo PSOL (partido da ex-deputada Luciana Genro, filha do governador), a manifestação, que começou no Largo Glênio Peres, reuniu, além de funcionários públicos, representantes de movimentos estudantis e de sindicatos de trabalhadores da iniciativa privada.
– Enquanto alguns almoçam com o governador, nós lutamos contra a retirada de nossos direitos. É injusto jogar sobre os ombros dos servidores públicos a responsabilidade pelo problemas do Estado – disse Rejane de Oliveira, presidente do Cpers.
A sindicalista acredita que o anúncio de que aumento do desconto previdenciário atingirá apenas os salários mais elevados é apenas uma manobra do governo. Segundo ela, a reforma pode levar o funcionalismo a optar por uma greve geral como forma de tentar barrar as mudanças.
– Todos os servidores serão atingidos – diz Rejane.
O Cpers já tem um dia de mobilização marcado para 11 de maio, quando pretende paralisar todas as escolas estaduais em defesa do piso nacional dos professores e contra as mudanças na previdência do Estado. Também a Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado (Fessergs) organiza uma manifestação pública no dia 9, quando será feito um “abraço no Instituto de Previdência do Estado”.
– Nossa preocupação é a defesa do IPE público – diz o presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud.
Segundo ele, a adoção de alíquotas diferenciadas para os servidores públicos pode ser inconstitucional. Arnoud reclama que a reforma da previdência ainda não foi apresentada no Comitê de Diálogo Permanente, o espaço de negociação com os servidores criado pelo governo Tarso, do qual ele é um dos integrantes.
Fonte: Jornal Zero Hora - 29/04/2011(página 08)
ZH - 29/04/2011: Sindicatos criticam plano do Piratini
– Nossa preocupação é a defesa do IPE público – diz o presidente da Fessergs, Sérgio Arnoud. Segundo ele, a adoção de alíquotas diferenciadas para os servidores públicos pode ser inconstitucional. Arnoud reclama que a reforma da previdência ainda não foi apresentada no Comitê de Diálogo Permanente, o espaço de negociação com os servidores criado pelo governo Tarso, do qual ele é um dos integrantes.