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ZH - 25/03/2011: Piratini propõe 10,91% de reajuste a professores

NO QUADRO-NEGRO Na segunda rodada de negociações com o Cpers-Sindicato, o Piratini abandonou a proposta apresentada na semana passada e ofereceu um reajuste de 10,91% sobre o básico do magistério. Esse aumento seria traduzido pela elevação da parcela autônoma de R$ 42,90 para R$ 77,83 e pela incorporação de 50% do novo valor ao salário básico da categoria. Os outros R$ 38,91 continuariam a ser pagos em forma de parcela autônoma. Na prática, o governo estende a todos os professores a correção que a Justiça tem concedido a quem entrou com ação para que o reajuste das Leis Britto seja também calculado sobre esse abono. Durante a reunião, a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, declarou que os professores já obtêm esses valores na Justiça, mas o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, ponderou que, para isso, precisam esperar durante anos por uma decisão. A grande novidade, salientou Pestana, é a incorporação de 50% da parcela autônoma ao básico, porque sobre esse valor incidem todas as vantagens. A contraproposta do governo será avaliada na assembleia da categoria em 8 de abril, no Gigantinho. Ao deixar o encontro, Rejane reconheceu que a nova proposição do governo trabalha com o básico do plano de carreira, reivindicação histórica da categoria, mas os professores insistem no cumprimento da lei do piso nacional. – Achamos que o índice de 10,91% é insuficiente para tirar a nossa categoria da miséria – ressaltou Rejane. A categoria também aguarda que o governo encaminhe uma complementação de 16 dos 17 pontos da pauta de reinvindicação. Interlocutores do governador Tarso Genro evitam afirmar qual seria a postura do Piratini diante de uma recusa da contraproposta. O chefe da Casa Civil, no entanto, assinala que o governo não deverá avançar sobre o percentual já oferecido. – Sobre questões salariais, chegamos até aqui. Mas podemos discutir outros pontos da agenda do Cpers – teria declarado durante o encontro. Com a proposta, o impacto financeiro passaria de R$ 140 milhões para R$ 334 milhões. Ao todo, 88% dos professores do Estado receberiam mais que R$ 1.187 e 83% passariam a ter vencimentos entre R$ 1.541 e R$ 2.451. Fonte: Jornal Zero Hora - 25/03/2011
NO QUADRO-NEGRO

Na segunda rodada de negociações com o Cpers-Sindicato, o Piratini abandonou a proposta apresentada na semana passada e ofereceu um reajuste de 10,91% sobre o básico do magistério. Esse aumento seria traduzido pela elevação da parcela autônoma de R$ 42,90 para R$ 77,83 e pela incorporação de 50% do novo valor ao salário básico da categoria.

Os outros R$ 38,91 continuariam a ser pagos em forma de parcela autônoma. Na prática, o governo estende a todos os professores a correção que a Justiça tem concedido a quem entrou com ação para que o reajuste das Leis Britto seja também calculado sobre esse abono.

Durante a reunião, a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, declarou que os professores já obtêm esses valores na Justiça, mas o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, ponderou que, para isso, precisam esperar durante anos por uma decisão. A grande novidade, salientou Pestana, é a incorporação de 50% da parcela autônoma ao básico, porque sobre esse valor incidem todas as vantagens.

A contraproposta do governo será avaliada na assembleia da categoria em 8 de abril, no Gigantinho. Ao deixar o encontro, Rejane reconheceu que a nova proposição do governo trabalha com o básico do plano de carreira, reivindicação histórica da categoria, mas os professores insistem no cumprimento da lei do piso nacional.

– Achamos que o índice de 10,91% é insuficiente para tirar a nossa categoria da miséria – ressaltou Rejane.

A categoria também aguarda que o governo encaminhe uma complementação de 16 dos 17 pontos da pauta de reinvindicação. Interlocutores do governador Tarso Genro evitam afirmar qual seria a postura do Piratini diante de uma recusa da contraproposta. O chefe da Casa Civil, no entanto, assinala que o governo não deverá avançar sobre o percentual já oferecido.

– Sobre questões salariais, chegamos até aqui. Mas podemos discutir outros pontos da agenda do Cpers – teria declarado durante o encontro.

Com a proposta, o impacto financeiro passaria de R$ 140 milhões para R$ 334 milhões. Ao todo, 88% dos professores do Estado receberiam mais que R$ 1.187 e 83% passariam a ter vencimentos entre R$ 1.541 e R$ 2.451.

Fonte: Jornal Zero Hora - 25/03/2011