Federação Sindical dos Servidores Públicos no Estado do Rio Grande do Sul
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JC - 25/03/2011: Direção do Cpers se mostra insatisfeita com nova proposta

Na manhã desta quinta-feira, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, recebeu a direção do Cpers/Sindicato para uma reunião em que foi apresentada a proposta de aumento de 10,91%, cerca de R$ 38,00 para o professor que ganha o salário-base. O sindicato não demonstrou muita satisfação, mas apresentará os números na assembleia geral que será realizada no dia 8 de abril. Por outro lado, o governo do Estado indicou que o aumento proposto é o maior nos últimos dez anos. De acordo com a direção do Cpers, o valor proposto pelo atual governo afasta os professores gaúchos do piso nacional da categoria. Para a presidente do sindicato, Rejane de Oliveira, desde o início das negociações, muitas avanços já foram conquistados, mas ela acredita que a união da classe possa representar mais resultados. "Quando a nossa categoria recebe uma proposta de 10,91% e R$38,00 no seu básico, só a luta e a mobilização podem garantir de fato a valorização profissional", destacou Rejane. Para o governo do Estado, com o reajuste, 88% dos professores (114 mil) receberão mais de R$ 1.187,00, e 83% (108 mil) passarão a ter vencimentos entre R$ 1.541,00 e R$ 2.451,00. Para chegar nesta proposta, o governo reconheceu o pleito de complementação da parcela autônoma, passando dos atuais R$ 42,90 para R$ 77,83. Como mecanismo provisório de antecipação de valores, o Estado reafirma sua disposição de acrescentar ao salário básico e à parcela autônoma valores competitivos, fazendo com que nenhum professor, já em 2011, receba menos que o piso nacional, hoje de R$ 1.187,00. Segundo Pestana, a proposta com o indicativo de aumento representará uma elevação de R$ 334 milhões na folha de pagamentos do Estado - mais os R$ 110 milhões destinados à segurança pública, somados aos déficits deixados pelo governo Yeda Crusius, totalizam um impacto de R$ 1 bilhão a menos nos cofres públicos. "Mesmo enfrentando estes problemas na receita, elaboramos a maior proposta para o magistério nos últimos dez anos. O valor avança significativamente para a questão do piso nacional e é válido para ativos e inativos, incluindo os funcionários das escolas", explicou Pestana. O próximo passo, segundo a direção do Cpers, será um debate com toda a categoria na assembleia do dia 8. Mesmo destacando a evolução nas negociações, o sindicato acredita que o magistério gaúcho deve seguir brigando pela implantação do piso nacional. O governo do Estado aguardará o encontro dos professores para definir os próximos passos da negociação. De acordo com Pestana, esta é a proposta final feita pelo Estado. Fonte: Jornal do Comércio - 25/03/2011
Na manhã desta quinta-feira, o chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, recebeu a direção do Cpers/Sindicato para uma reunião em que foi apresentada a proposta de aumento de 10,91%, cerca de R$ 38,00 para o professor que ganha o salário-base. O sindicato não demonstrou muita satisfação, mas apresentará os números na assembleia geral que será realizada no dia 8 de abril. Por outro lado, o governo do Estado indicou que o aumento proposto é o maior nos últimos dez anos.

De acordo com a direção do Cpers, o valor proposto pelo atual governo afasta os professores gaúchos do piso nacional da categoria. Para a presidente do sindicato, Rejane de Oliveira, desde o início das negociações, muitas avanços já foram conquistados, mas ela acredita que a união da classe possa representar mais resultados. "Quando a nossa categoria recebe uma proposta de 10,91% e R$38,00 no seu básico, só a luta e a mobilização podem garantir de fato a valorização profissional", destacou Rejane.

Para o governo do Estado, com o reajuste, 88% dos professores (114 mil) receberão mais de R$ 1.187,00, e 83% (108 mil) passarão a ter vencimentos entre R$ 1.541,00 e R$ 2.451,00. Para chegar nesta proposta, o governo reconheceu o pleito de complementação da parcela autônoma, passando dos atuais R$ 42,90 para R$ 77,83. Como mecanismo provisório de antecipação de valores, o Estado reafirma sua disposição de acrescentar ao salário básico e à parcela autônoma valores competitivos, fazendo com que nenhum professor, já em 2011, receba menos que o piso nacional, hoje de R$ 1.187,00.

Segundo Pestana, a proposta com o indicativo de aumento representará uma elevação de R$ 334 milhões na folha de pagamentos do Estado - mais os R$ 110 milhões destinados à segurança pública, somados aos déficits deixados pelo governo Yeda Crusius, totalizam um impacto de R$ 1 bilhão a menos nos cofres públicos. "Mesmo enfrentando estes problemas na receita, elaboramos a maior proposta para o magistério nos últimos dez anos. O valor avança significativamente para a questão do piso nacional e é válido para ativos e inativos, incluindo os funcionários das escolas", explicou Pestana.

O próximo passo, segundo a direção do Cpers, será um debate com toda a categoria na assembleia do dia 8. Mesmo destacando a evolução nas negociações, o sindicato acredita que o magistério gaúcho deve seguir brigando pela implantação do piso nacional. O governo do Estado aguardará o encontro dos professores para definir os próximos passos da negociação. De acordo com Pestana, esta é a proposta final feita pelo Estado.

Fonte: Jornal do Comércio - 25/03/2011