Lideranças de diversos segmentos do funcionalismo público se reuniram nesta quinta-feira na sede da FESSERGS e decidiram criar um movimento conjunto de servidores do executivo contra o atraso de salários. Essa união de forças representa o repúdio ao anúncio feito pela Governadora Yeda Crusius de novo atraso para o funcionalismo gaúcho e o rebaixamento da faixa salarial que receberá os vencimentos de julho em dia para R$ 1.950,00.
Da reunião liderada pela FESSERGS, participaram representantes do SINTERGS, do SINDIGERAL, do SINAPERS, do SINDSIRGA, da ASFOBM, da ASDEP, do SINTAF, do SINDISSAMA, SINFERS e SISDAER.
Segundo o presidente da FESSERGS, Sérgio Arnoud, as categorias decidiram unir forças para mostrar à sociedade que os servidores não são os culpados pela crise financeira que o Estado enfrenta como o Governo quer fazer parecer e também, que há soluções, basta que o modelo de gestão seja modificado, sendo intensificada a arrecadação. “Servidores remunerados em dia significam serviços públicos de qualidade e isto deve ser prioridade para qualquer Governo”, afirma Arnoud.
O anúncio oficial do parcelamento aos servidores foi feito na terça-feira pela manhã pelo Chefe da Casa Civil, deputado Fernando Zacchia, em audiência com a FESSERGS e demais sindicatos.
As lideranças reunidas pela FESSERGS definiram que irão realizar uma série de mobilizações a partir da próxima semana e que se os atrasos persistirem poderá haver paralisação de serviços. “Mais uma vez os servidores estão pagando a conta da ineficácia da administração pública. A FESSERGS vêm alertando desde o início do Governo Yeda que a arrecadação deveria ser intensificada. Não fazemos apenas críticas, sempre oferecemos soluções, mas elas têm sido desconsideradas. Só o incremento de verbas nos cofres públicos traria soluções para o Estado”, ressalta Arnoud.